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Pesquisa e comentários em documentos
históricos do século XVII

Ao promover a publicação de “REPÚBLICA DE PALMARES, com pesquisa e comentários em  documentos históricos do século XVII, de autoria de Décio Freitas, a Universidade Federal de Alagoas cumpre a nobre tarefa de fornecer subsídios para o entendimento do episódio histórico que se deu na Serra da Barriga; como também cumpre a missão de tornar público, documentos que há mais de vinte anos Décio Freitas doou, quando residiu em Alagoas, no início da década de oitenta.

        A pesquisa foi desenvolvida em arquivos portugueses na década de setenta quando Décio estava no exílio. Foram empreendidas leituras em documentos do Arquivo Histórico Ultramarino, na Torre do Tombo; na Biblioteca da Ajuda; no Arquivo da Casa de Cadaval;  Arquivo e Biblioteca Distrital de Évora.

O livro: REPÚBLICA DE PALMARES,  promovido pela UFAL - Universidade Federal de Alagoas / NEAB - Núcleo de Estudos Afro Brasileiros é uma Edição da  Edufal  (Editora da Universidade Federal de Alagoas) em Co-edição com a Ideário Comunicação e Cultura. Teve o apoio da SEDEM - Secretaria Especializada de Defesa e Proteção das  Minorias e  MEC/SeSu  - Ministério da Educação, Secretaria do Ensino Superior.   Foi  organizado pelo Prof.  Moisés Santana, com a Supervisão Editorial de  Bernadete Rodrigues (esposa de Décio Freitas).


Sobre o autor

   

Décio Bergamaschi Freitas nasceu em 06 de setembro de 1922, no município gaúcho de Encantado. Formou-se em Direito, em 1949, na UFRGS, e em História, durante os anos do exílio político (1964-74), na Universidade Nacional de Montevidéu.
Desde a juventude, sempre inquieto com as condições e contradições sociais do Brasil, entregou-se à luta para mitigar as diferenças e os abismos que separam os brasileiros. Em todas as profissões que exerceu foi jornalista, advogado e professor universitário revelou, acima de tudo, o pendor humanista.

Foi nos anos de exílio político que escreveu a obra que, como ele próprio dizia, “é uma declaração de amor pelo Brasil”: PALMARES A GUERRA DOS ESCRAVOS.
(...)

Em seus artigos Folha de São Paulo e Zero Hora (por mais de 30 anos) os problemas sociais sempre ditaram a pauta.
Em 09 de março de 2004, nos deixou.
                                                                                   (Por Bernadete Rodrigues)