Acenda uma vela em Riacho Doce

acenda uma vela - riacho doce

Relato do evento . Praia de Riacho Doce . Maceió . Alagoas.

Riacho Doce, uma comunidade que foi se habituando a ser de Maceió sem deixar de ser Riacho doce. Nos últimos anos, a antiga povoação de pescadores foi recebendo o afluxo de novos moradores, boa parte, composta por pessoas em busca de um vida mais tranquila, perto de uma praia bonita.

Uma gente antenada, que gosta de arte, natureza e simplicidade. Tão bonita quanto pequena, a praia de Riacho Doce não tinha muito onde escolher a melhor situação para o evento. Foi até  óbvio que o local seria ali mesmo no estacionamento das jangadas, por trás da pracinha do  bairro.

Era a primeira exibição dessa edição do projeto em Maceió. A divulgação do evento na Rádio Educativa; os cartazes, o boca a boca e as redes sociais funcionaram bem. Era também o bairro da Maria Cláudia, que se sentiu quase que literalmente em casa para a produção e a divulgação da sessão. Escolhida a jangada, pedimos a um pescador que armasse a vela num acordo entre a direção do vento e o posicionamento ideal. Quando concluímos a montagem do equipamento e os testes de som, a cinco minutos da hora marcada, o público chegou quase de uma só vez.

A sessão foi aberta com o filme o “DJ do Agreste” da Regina Barbosa — documentário sobre o Paulo Lourenço. Naquele mesmo momento, o filme era exibido também em Arapiraca —  inaugurando projeto em reconhecimento ao seu trabalho na cidade, estando ele próprio no comando das pik- ups. O perfil do público demandou uma sessão diferente das outras, na qual se pôde exibir filmes mais longos, como o belo documentário do Werner Bagetti: “O Homem, o Rio e o Penedo”. Tiveram espaço os filmes feitos pelo atelier SESC, realizados no bairro em  2011, como  “Rainha”, que fala da mesma divindade feminina e sua importância para três  religiões no bairro, e “Marinete”, ótimo curta sobre uma senhora que sobrevive como catadora de material reciclável, e se revela uma personagem riquíssima para qualquer plateia — e ainda  mais ali, onde ela mesmo fazia parte do público presente com parentes e vizinhos.

Houve também o lançamento do filme “MISS”, das nossas companheiras de equipe Alice  Jardim e Lis Paim, obra curta porém intensa, que vai desvelando aos poucos outra grande personagem popular alagoana. Da Jangada, homenageamos com aplausos do público, a nossa companheira Márcia Shoo falecida no ano  passado e o Professor Paulo Décio, falecido há  poucos dias. Retomando a sessão, o filme arapiraquense do Leandro Alves “Salão dos artistas” comoveu o público. Os curtas iam se sucedendo, mesmo diante da hora avançada, pois boa  parte do público continuava atento para uma mostra  de fotos e o filme do Celso Brandão. A sessão terminou e fomos jantar, e comemorar no bar e  restaurante “Ora pro Nobis”, aos fundos da Igreja.

 

O “Acenda Uma Vela” tem o  patrocínio do Banco do Nordeste do Brasil, em parceria com o BNDES, Governo Federal. O projeto é realizado pela Ideário, que conta com o apoio da Algas, Gás de Alagoas S.A. e do IZP, Instituo Zumbi dos Palmares.

Fotografias: Alice Jardim e Camila Cavalcante.
Texto Relato: Hermano Figueiredo.
Edição: Regina Barbosa

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *